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E nós, aonde vamos, em meio a toda essa crise global?

Por óbvio que uma recessão que atinja em cheio o mundo todo vai derrubar a demanda e o preço das commodities. Assim, de início, já sabemos que as exportações brasileiras serão prejudicadas, desacelerando a economia e afetando o mercado de trabalho.

Caso o dólar dispare, o preço dos importados vai junto, pressionando a tão temida inflação.

Outro reflexo da crise no Brasil deve ser a dificuldade em captar recursos para financiar obrar de infraestrutura.

Isso vai pegar o Brasil em um momento delicado, com a Copa do Mundo e as Olimpíadas batendo à porta.

O brasileiro que vai viajar ao exterior deve comprar dólares, sim. Mas os analistas sugerem que essas compras sejam feitas em pequenas quantidades, até a data da viagem. Se o dólar subir, foi comprado com valor menor. Caso ocorra o contrário – em cenários conturbados nunca se sabe ao certo o que pode acontecer – o comprador vai se beneficiar de um preço mais vantajoso. Em ambos os casos, não há o que reclamar.

Devem passar ao largo de todo esse tumulto os CDB’s, aplicações em renda fixa e a velha e boa poupança, que provavelmente devem continuar com taxas animadoras para os investidores.

Deixei para falar por último dos imóveis. Uma coisa parece ser certa: caso haja, de fato, retração na economia, o ritmo de alta verificado em relação aos imóveis deve desacelerar bastante, o que pode gerar redução de preços.

Essa é a lógica. Mas lembrem-se que não é impossível vê-la ser contrariada pelos acontecimentos. Portanto, vale aguardar os próximos movimentos da crise e deixar a precipitação guardada na gaveta.